"Quando a polícia de choque chegou já era tarde, a adrenalina já tinha dominado meu corpo inteiro.
Num gesto de alguém que procura segurança em algo, procurei pelos companheiros...
Eu estava sozinho...
O som de uma bomba de efeito me ensurdeceu, toquei o chão do campo de batalha com os joelhos, proteji meus os ouvidos com as mãos, sim, lá estava eu mais uma vez de joelhos!
O céu psicodélico das tardes de outono me enebriou a mente, chamem de Deus se quiserem, chamem de força interior, chamem por alguém que nunca virá!
Lancei o coquetel molotov no universo, não tive tempo para comtemplar as chamas, corri o mais rápido que pude. Finalmente eu tive coragem!
Correndo pelas vielas eu sabia que eu tinha conseguido, será que sim?"
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Todos nós somos escritores. Escrevendo em um caderno fechado com uma chave secreta, ou rabiscando na mesa da sala de aula, e por que não em portas de banheiro público. Ou seja:o livro subliminar da vida do homem esta escrito também em linhas ortográficas tortas, mas muito resplandecentes em sensibilidade, e desespero cru dos sentidos, entregues inrresponsavelmente a tentativa de passar isso. Na era da integração trazida a galope pela internet, me sinto rodeado por um mundo vasto de opiniões e informações, por uma salada de frutas ideologicas, por religiões interplanetárias, etc...Então, num dia em que o tédio insistia em me convencer a fazer alguma estravagância, formulei esse pensamento a respeito:
"Estou enganado, ou algo que valha apena viver esta surgindo?"
Sim, eu não era mais um joguete. E me sentia agora dono de algo que não me deixava mais a deriva no mundo das ideias, da convivência social, dos sentidos atribuidos da vida, que toda hora mudavam sem parar, ou não se mostravam mais verdadeiros.
Era o grande despertar para mim mesmo!
Eu aprendi sobre a filosofia em sua luz guia: A dialética...
A tese, a síntese, e a antítese...
Desde então nunca mais saquei de minha força sem esses princípios, que me foram verdadeiras dádivas consedidas.
"Lá estava eu, com o rótulo de terrorista kamikaze, vivendo em uma sociedade de clones felizes, sim, eu chamo isso de resistência, e agora eu sei muito bem a razão desse protesto.
Eu aprendi a dialética!"