
Quando eu resolvi escrever sobre uma nova crítica a sociedade capitalista, estive dando mais que um testemunho do meu tempo: de alguma forma tentei romper com os laços psicológicos que a economia de mercado havia impregnado em nossa vida.
Então os ventos de uma nova revolução levaram o povo as ruas, e como nobre espectador vi os canalhas defenderem um mundo de regalias que envergonharia a própria corte francesa na fila da guilhotina!
O crescimento desordenado das cidades, a escalada de um desenvolvimento frio e mecânico, sim. Nos jogaram nos subúrbios das metrópoles entregues a sorte de dias melhores. E tudo isso com certeza deve ser encarado pelos sociólogos da burguesia como uma piramide social ordinária. A pirâmide é o túmulo eterno do faraó, que mesmo depois de morto continua ostentando seu poder nefasto sobre o povo...
A revolução é o movimento natural de rompimento com a antiga ordem, e na medida que suas inspirações nascem da dor pela sobrevivência, devemos ter certeza que aceitamos uma missão importante, que isto é sério e nada nos fara retroceder.
Pois muito me preocupa algumas pessoas que encaram isso como diversão...
Eu nunca iria para o campo de batalha para me divertir, e nem Marte, impiedoso em seu carro de morte, sairia por nós se estivéssemos em falta com o verdadeiro espirito da guerra!
Nesses conturbados dias, os protestos pelo país encheram minha cabeça de novas ideias a refletir e minha alma de esperanças. Por favor, destruam os muros da cidade e rompam com a nova ordem, eu sempre quis ver cada tijolo da segregação jogado em alguma vidraça capitalista da moda!
Que Marte viva em nós a chama verdadeira da batalha.



