
Meu corpo bêbado voltava pra casa fantasmagoricamente, e nos becos escuros onde as criaturas devoravam um banquete de sacolas de lixo certamente outros fantasmas flutuavam até a luz.
Redenção!
Quando volto sempre imagino quem vive naquela casa, e como pode aquela velha senhora de olhos perdidos sentada em seus excrementos um dia ter amado?
Quando Deus por fim ateou fogo ao céu e o diabo ria com os negros nas esquinas, eu andava...Pedaços podres de carne com vermes deliciosos, mulheres de mentira na noite dos sonhos perdidos, ah...A cidade grande!
O circulo deve estar perfeito, e nós, os anjos de agora, somos os herdeiros da promessa, nunca mais o tempo será nosso carrasco e o algoz agora é um pobre gatinho perdido e abandonado.
Liberdade pra ser infeliz!
Nós, os que buscamos a embriagues mais especial, o livro mais tocante, o torpor da alma no caos dos sentidos.
E o que representa a nossa existência?
Nós, os meninos e meninas estragados, são peripécias de criança nossos beijos, confronto de amantes nossas brigas, mentiras nossas verdades.
Me disseram que no sono somos todos bebes, e o que é um sonho?
Meu corpo bêbado voltava pra casa...

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