Na escuridão da mata virgem, onde exu come degetos
E no lodo podre, morada do monstro de poluição
Na casa mal assombrada, de histórias antigas e assustadoras
Nesses lugares eu, o poeta taciturno me deitei e refleti sobre a vida e a morte
Em cemitérios de mortos esquecidos as lapides foram meu leito
E nos becos escuros onde viciados desesperam e matam, um passeio noturno
A maldição da cidade grande, o frio da calçada e das pessoas
Os versos não curam feridas nem salvam o dia
Mas vertem a dor, como num ato de desespero e agonia
De alguém que da vida só faz esperar...
Olhando o semblante de alguém que vem, sinto pena
A ilusão de que a matéria toca e existe como algo real
Pessoas e animais, lutando por água e comida
"nem só de pão viverá o homem"
Deus e o diabo dançando uma eterna valsa
Num salão vazio
Esse é o grito e o pranto que ninguém viu nem se importou
Quem nos viu chorar sozinhos no quarto naquela noite de inverno?
Quantas vezes meus punhos cerrados e o grito calado
Nossa revolta e destruição serão abençoadas
Pois nesse caos e fim
um novo recomeço...
segunda-feira, 5 de abril de 2010
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TUDO SE TORNA UM VERDADEIRO CAOS E RECOMEÇA, ESSA EH A VIDA, ASSIM QUE DEVE SER... VC TEM RAZAO..
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