
Na chuva, em uma noite estúpida de outono, me vi olhando pela janela do ônibus, refletido em uma vidraça mais uma vez meus olhos perdidos em pensamentos...
Em mim, o sonho de não ser nunca mais escravo, e em palpitações meu coração se precipitava para o futuro, em algum lugar onde a solidão e o frio não possam me alcançar.
E um medo me corre pela espinha: que esse lugar se chame "morte".
Em noites assim, quando não estamos nem no natal nem em nada, eu quase posso ver a melancolia e o tédio, são duas criaturas vestidas de cinza, e tem uma face de resignação e tristeza.
E as vezes quando olho para o céu, e o giro distante das estrelas me trás uma leve vertigem, me esqueço da chuva, faço uma grande nuvem de fumaça com meu cigarro, e penso mais um pouco...
Como seria bom destruir noites assim, num lance apenas, desorganizar tudo, e como uma criança rir satisfeito da peraltice.
Em uma noite de outono...

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