
Da minha condição de trabalhador eu observava tudo.
A fábrica e, as máquinas com seu som ensurdecedor pegavam minha alma com a mesma vontade que se tem ao dobrar uma barra de metal! Do meu posto de cidadão eu via tudo, e o Estado se desvelava no monstro que sempre foi,e a república era o sonho ébrio de Platão! Da minha carapaça de homem civilizado eu pude perceber as mil facetas da sociedade ocidental...
E quem sou eu nessa onda de energia ?
Como um homem qualquer que sou, vi todos jogarem o conhecimento esgoto abaixo e jurarem amor eterno a paixão do fogo que consome seus corpos!
E nas noites de lamentação eu passava por mais uma encruzilhada, sim, amaldiçoei todos esses antigos espíritos que nos levam por essas ruas incertas!
Mas haviam canções tiradas de antigos pergaminhos, e elas diziam que podíamos romper com todos os falsos contratos!
Então da minha condição de sobrevivente eu juntei forças para uma mudança!E gostei de chamar isso de revolução! O que significa o riso das ienas quando sabemos que elas apenas comem carniça? Pois que riam o quanto quiserem, a obra do conhecimento é para todos, mas nunca foi para qualquer um.

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