segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Excluído


Ser aceito em algum grupo social, fazer parte de algo, estar por dentro...

Quando eu era criança tive a síndrome da exclusão: o garoto inibido com amigos esquisitos. As garotas, o time de futebol, as festas. Via tudo sempre como algo fora de mim. Pois essa era uma mágoa que eu pensava que poderia enterrar bem fundo no meu coração, não podia. Simplesmente todos precisamos dar vazão aos sentimentos de alguma forma, e mais tarde eu faria isso através da subversão. E foi ótimo.
Quando tudo é rejeição nossa alto estima pode se ver abalada, porém, eu descobri algo que me deu força: a revolta furiosa da contra cultura.
Quando então consciente da minha condição de "maldito" assumi a postura, me aceitei e fiz do preto minha bandeira. Anarquista para poder viver!
Aprendi a buscar força na solidão, aprendi a arte da espreita e da introspecção, e por fim, aprendi a nunca super estimar nenhum homem.

Guardado atrás de nossos olhos esta o mais precioso segredo de nossas vidas, e hoje é como se isso fosse tudo pra mim. Faço minhas escolhas sabendo que tomei meu destino, e em cada segundo que passa a algo de mim mesmo em tudo, nunca mais me senti excluído, apenas olho as folhas das árvores e viro minhas costas para quem quer que seja.

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