sábado, 23 de janeiro de 2010

20.000 milhas


Sem querer ouve um estrondo em minha mente
E numa viagem astral por um momento fui transportado para fora de meu corpo
Então por fora de meu mundinho pude ver tudo claro

Depois de viajar 20.000 milhas deixando o homem que um dia eu fui
Compreendi a vida e sua simbiose caótica e crua...

Pensando nas pessoas que deixei pra trás amei cada momento do meu passado
E senti o futuro, perplexo numa existência atemporal

Quem sou, se não o homem?
O mesmo homem histórico em sua passagem pela terra

Eu, andando pelas ruas de Viena, ou sentado em uma praça em Moscou
Senti o frio do inverno e a dureza da guerra
E com os ossos e a carne, toda a magnitude da dor e do desespero.
Respirei os ares da mudança, me afogando no mar de gente da metrópole...

Por um instante, em uma entrega patética, observei-me
Incrédulo e curvado perante a existência cósmica

Sem querer ouve um estrondo em minha mente
E minha vida e a tua não eram tristes
Nesse breve instante eu fui a consciência dos homens

E agora mais 20.000 milhas são meu caminho...

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