domingo, 10 de fevereiro de 2013

Diário da intelectualidade subjetiva: reflexões sobre o passado


"Havia uma criança sentada sozinha durante o recreio, um garoto com olheiras e rancores ácidos...

À noite existiam sonhos de fuga, milagres, oásis dos sentidos e por fim: redenção.

Houve uma criança tocada pela escuridão, um início de protesto, uma revolta, e isso seria tudo naquele tempo!"




Em uma sociedade falida e em transição para a democracia, nesse tempo, sim, foi nesse contexto que se formaram meus primeiros
pensamentos políticos. Eu me tornaria um anarquista por excelência .

É realmente muito difícil fugir do vértice a que somos puxados no dia dia, e realmente nem sei, se vocês querem isso.
Como é doce viver ao sabor do vento, uma doce ilusão para os livres pensadores, por isso, esse patamar de ideais(Reflexões anarquistas na era contemporânea) não esta para todos de igual modo. Esta para nós que desligamos a TV e duvidamos até a última instância do conhecimento.

Quando aderi as minhas primeiras ideologias políticas, e também aos meus primeiros contatos com a igreja católica, tive a nítida
impressão que me tiravam algo, que me faltava não sei o que, que havia uma rede de cobiça do poder e inveja, uma teia de
aranhas predatórias, um não não sei oque,que não queria o crescimento da minha consciência livre e criativa, por fim, graças
a essa luz sempre surpreendente, que são meus companheiros de batalha, os verdadeiros, sim, graças a eles tive outra opção.

Por fora desse vértice dos acontecimentos cotidianos, e do tempo que leva tudo pude ver a imensidão da nossa obra companheiros...
Eu ainda sou aquela criança vestida de preto com olheiras terríveis, e até agora nossas brincadeiras tem sido nossos sonhos mais
sérios.

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