segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

A revolução e a democracia




As bandeiras vermelhas tremulavam na praça central. Havia ocorrido mais uma vitória do povo...Ou quase isso...

A democracia deveria ser vista com olhos desconfiados, e acima de tudo: conscientes de sua imperfeição.
Mas não. É vista como uma perfeição, uma religião, um fim. Deveria ser um meio.

"O rei pode ser um canalha, mas esta em nome de Deus."


A vontade da maioria prevalece em termos, pois uma vez no poder, o politico se torna o rei despota, o tirano, que usa
em vez de espadas sangrentas, a retórica enganadora e o sistema, que tem uma base sólida e irritante no que se refere
a manter a igemonia das aristocracias politicas.

As bandeiras vermelhas eram sacudidas por militantes emocionados, com olhos lacrimejantes e um coração cheio de
esperanças. No meu pensamento, nos meus sonhos, as bandeiras eram pretas.

Quantas alianças vergonhosas foram feitas?
Quantos santuários sagrados não foram destruidos para se construir esse novo ideal?

Que revolução é essa?

...



"O fantasma de Leon Trótski vagava pela praça vermelha. Haviam se passado muitos anos. A neve não era mais encomodo.
O frio e aguerra...Ele simplesmente pegou um punhado dessa neve. Sim, se pudesse morreria de novo!"






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