quarta-feira, 1 de maio de 2013

Memórias: Reflexão em tempos de exclusão


Lá estavam os homens pacíficos louvando a sua paz. Eu podia ver tudo de baixo da sombra generosa das árvores...

Quantos anos podemos esperar até que nossa promessa se cumpra?

Lá estavam todos cumprindo o seu papel no plano de suas vidas felizes, e eu pensava que a maldição da promessa feita as árvores seria meu martírio eterno na floresta de concreto e cal!

Quando eu vivi fora do sistema a realidade das ruas se tornou a verdade insuportável dos fracos e lunáticos: loucos são os que não sabem o valor da conquista!

Deitado com os mendigos da cidade eu comi o pão da derrota,e observei como nada faz sentindo quando não amamos a nós mesmos...Não, mais uma alta ajuda não!

Na sombra fria de um prédio eu juntei minha mãos e orei secretamente. Então essa paz era o que eu não queria, e a cachaça não era suficiente para amenizar o peso do concreto da cidade na minha cabeça...Nem Zaratustra, nem Aristóteles viveram para ver a obra do pensamento jogada no boeiro de uma avenida capitalista qualquer,.

A morte do orgulho é o prelúdio da esterilidade e a decadência de tudo pela volta.

Olhando os homens de paz e a sociedade em funcionamento eu pensava que era questão de harmonia, agora eu sei: é apenas a luta pela sobrevivência dessa grande instituição.

A grande fraternidade existe, é não é nenhuma utopia politica, tão pouco um delírio desse boçal que aqui escreve, a grande fraternidade é o que já chamaram de sociedade alternativa, são os indivíduos fazendo a revolução apenas quando viram a página de um livro ou apertando as mãos em mais um reencontro!

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