
Lá estavam os homens pacíficos louvando a sua paz. Eu podia ver tudo de baixo da sombra generosa das árvores...
Quantos anos podemos esperar até que nossa promessa se cumpra?
Lá estavam todos cumprindo o seu papel no plano de suas vidas felizes, e eu pensava que a maldição da promessa feita as árvores seria meu martírio eterno na floresta de concreto e cal!
Quando eu vivi fora do sistema a realidade das ruas se tornou a verdade insuportável dos fracos e lunáticos: loucos são os que não sabem o valor da conquista!
Deitado com os mendigos da cidade eu comi o pão da derrota,e observei como nada faz sentindo quando não amamos a nós mesmos...Não, mais uma alta ajuda não!
Na sombra fria de um prédio eu juntei minha mãos e orei secretamente. Então essa paz era o que eu não queria, e a cachaça não era suficiente para amenizar o peso do concreto da cidade na minha cabeça...Nem Zaratustra, nem Aristóteles viveram para ver a obra do pensamento jogada no boeiro de uma avenida capitalista qualquer,.
A morte do orgulho é o prelúdio da esterilidade e a decadência de tudo pela volta.
Olhando os homens de paz e a sociedade em funcionamento eu pensava que era questão de harmonia, agora eu sei: é apenas a luta pela sobrevivência dessa grande instituição.
A grande fraternidade existe, é não é nenhuma utopia politica, tão pouco um delírio desse boçal que aqui escreve, a grande fraternidade é o que já chamaram de sociedade alternativa, são os indivíduos fazendo a revolução apenas quando viram a página de um livro ou apertando as mãos em mais um reencontro!

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