
Nada havia em mim se não essa solidão e a vontade de pensar.
No final do dia, quando juntamos nossos atos em julgamento, a verdadeira morada do nosso ser esta com as portas abertas! E mais uma vez podemos contemplar a extensão máxima do nosso eu supremo e infinito.
Ao entardecer, quando os pássaros batem em retirada, e o horizonte se espalha com luzes amarelas e vermelhas, sim, a vontade de pensar além se eleva e, é inevitável não escrever sobre isso.
Nada havia em mim se não a solidão e um horizonte amarelo e vermelho.
Por mil anos eu vaguei por entre os escombros do que um dia foi a humanidade, e mais uma vez os homens construíram castelos e elegeram Deuses. E se elevando em tardes assim, essas visões se tornaram minha poesia derradeira. A obra de um lunático, o quandro nunca pintado que Vincent van Gogh suspirou ao enlouquecer de vez!
Por Marte, como eu gostaria de em um pensamento, em uma fração de segundo ver a obra inteira da criação para entender nosso papel de homenzinhos !
Aí sim eu poderia voltar pra casa no final do dia e pintar o melhor dos quadros da minha vida:
As cores do entardecer em deslumbramento ao pensamento.
Nada havia em mim se não a solidão e o final de tarde.
Essa loucura de estar em si mesmo é a mesma que tem por não raras vezes florescido em nós,
então entramos mais uma vez no templo sagrado para nos elevarmos.
Pois nada podemos esperar do conhecimento se não que ele nos eleve...
Tudo estava em mim e a solidão era um horizonte amarelo e vermelho rasgando o céu.

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