quinta-feira, 10 de outubro de 2013

O tédio mortal do materialismo


Eu via nossas vidas caminhado para um fim trágico.
O materialismo se mostrou como o pessimismo de um racionalismo implacável!

Tudo é a matéria vil quando aceitamos a morte do espírito.
E quantas vezes ainda mais serei chamado de louco?

O tédio que pesa após o meio dia é a morte.
O monge que caminha lentamente em direção a sua forca cometerá suicídio para quebrar a rotina.
E eu condeno a todos os círculos do inferno de Dante aquele que profana a vida com um simples pensamento de entrega a esse nada.

Quando de minhas cruzadas me deparei com os homens em perdição, eu também fui um pouco disso, e melancolicamente pude ver seus olhos brilhando para o vácuo da existência.

Clamo por movimento, e por um idealismo que supere as barreiras da medíocre consciência de existir para a matéria.


Pois em qualquer matéria posso soprar minha essência. Mas, do eterno éter, apenas posso receber humildemente a dádiva de existir.

Mas há os que choram sem serem dignos de suas próprias lagrimas.
Lamentam por um mundo que não pertence a eles, e acabam por ter que cruzar o deserto dos ventos uivantes.
E de uma paixão a outra queimam seus corpos em fogueiras erguidas com os escombros de seus sonhos.
Pobres crianças, o deserto não é uma maldição nem um exílio: é mais uma passagem para a fortaleza escondida em meio ao oásis de nosso amadurecimento.


O materialismo ainda é uma questão filosófica que me persegue.
Mas não há motivos para cair em desalento com o idealismo romântico, pois a lei do caos e do acaso jamais justificariam o movimento das coisas com vida em sentido de continuarem.

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