
Meus passos ecoavam no silêncio do beco escuro, a droga espremida
na mão, a adrenalina entrando em jatos na circulação sanguinea.
Medo, vontade, ansiedade. O brilho dos cigarros aparecia
como vagalumes na escuridão dos barracos a minha volta.
A lua estava lá, e eu pensava que tinha
uma relação especial com ela. Amante ou filho? Eu não sabia.
De alguma forma ela me protegia ao mesmo
tempo que me levava a perdição.
Eis a verdadeira relação com as drogas:
Prazer e liberdade. Na verdade uma das maiores contradições
da minha vida, afinal o que é o vício se não a própria escravidão?
Como sempre eu saia ileso, como sempre ,sempre voltava.
Que razão temos nós na busca eterna do prazer?
Hoje gosto de ver a vida como um fluxo intenso,
mas nunca desesperado.
Quanto a lua?
Sim, ela continua, e isso me dá medo.

Ela acompanhara você na loucura e no prazer... E até nos dias de entardecer você ainda olhara o céu e ira ver... Ela lá do alto lhe admirando e lhe vigiando... Como todos amantes eternamente.
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