quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
As ruas do subúrbio e, eu...
Eu andava pelas ruas barulhentas do subúrbio em um sabado à tarde...
Pisava o chão calejado pelas botas dos trabalhadores, e por fim, como num dispertar inevitável e natural, tive mais uma certeza:
Sou filho e fruto desse lugar. Contudo, renegado em minha distinção até o último dos portões do inferno...
Quem poderia falar sobre desobediência civil, revolução, socialismo, liberdade, e luta?
Quem poderia escrever "Reflexões anarquistas na era comtemporãnea?"
Pois eu digo, aqueles que enfrentaram a roda do mundo, quebraram as alianças e, se lançaram em algo novo, algo melhor.
"O homem sonha nunca mais ser escravo."
Mas, onde quer que eu vá, os vejo presos, confinados a prisões invisíveis, mas de mesma forma: totalmente opressiva e castradora.
...
As ruas da periferia são assim em um final de tarde: cheias de criaças se divertindo.
E por que eu deveria me preocupar?
Pois em verdade digo: em minhas aventuras pelo mundo e pelo trabalho que ganha o pão, vi com meus próprios olhos os homens predando uns aos outros.
E alguns ainda me diziam: é assim mesmo, a lei da selva, etc...
"E lá estava o caminhão. E o velho senhor de pernas trêmulas e olhar vago.Apenas carregava, descarregava, subia, descia, trabalhava, ou algo assim.
E aquele senhor sofrendo era o meu pai, e era o teu. E aquele olhar vago, mergulhado nos devaneios da esperança, era nosso.
Era nosso futuro.
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é realmente não vejo alguém melhor, para mostrar que a lei de sobrevivência não é somente andar com a correnteza, ser mais um bitolado trabalhador seguindo regras já ditadas, sem se quer almejar nada, se não alguém que saísse de onde veio, e tentasse chegar a onde ninguém se quer imagina onde pode chegar....
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