Como vocês fazem para passar o tempo sem o desgaste tedioso das tardes mornas?
Sem a vivencia de uma paixão que nos queime e avassale nossos sentidos, nos fazendo sentir vivos em essência, e por certo entregues a total tarefa de ter e ser a vida em curso de si mesma!
Ó quanta subjetividade, e mais uma vez essa é a a questão filosófica que mais me dói! Sim, os ideias platônicos de encontro a um mundo objetivo onde caminhamos inexoravelmente para nosso fim trágico e total!
Ó quanto ceticismo e entrega patética a dúvida dos ideais platônicos, a renuncia de uma vida toda feita de sonhos!
Pra onde caminha nossa consciência? qual o destino reservado a essa onda de energia que somos ?
Se o mundo das ideias é uma mentira,e nossa consciência é a concepção de uma realidade objetiva e material, o que é a alma ?
Quando por fim eu pude sair a luz do sol, percebi quanto tempo eu havia perdido na sombra das paredes da fabrica e da loucura dos livros!
Sim, olhei para um céu azul límpido, o sol agradável de uma manhã de inverno era tudo que importava!
Os antigos sábios, os filósofos, os alquimistas e os druidas eram os arautos de um conhecimento que atravessava os tempos em silencio e cercado de mistério e ocultismo, e assim deve ser! Clamamos por sentido em nossa existência, e todos esses, e os que ainda viram serão mais uma vez os profetas misteriosos de um conhecimento que apenas nos embriaga e por certo ainda insiste em querer explicar o mundo e a existência do homem.
Os ideais platônicos!
A religião, a cultura e as concepções todas que fizemos para nossa aceitação perante um mundo de total e incansável mudança.
Como vocês fazem para encarar a depressão que assola as cidades?
Então eu cheguei finalmente na questão filosófica que mais tragedia trouxe a tudo em que eu pusesse os olhos: a negação dos ideais platônicos.
Pois se a consciência e o pensamento são concebidos para a percepção de um mundo objetivo, o fim dessa matéria é o fim total de tudo!
Companheiros, pois me agarro e me sustento ainda em um fio de esperança, pois ainda podemos ser os discípulos do mestre que nunca escreveu nada, e disse:
“Todas as coisas feitas para algum propósito devem ter sido concebidas por alguma inteligencia.”
Sim, Sócrates é evocado em nome da esperança do nosso destino.
Que o mundo não seja a composição química da matéria contra a matéria, e as ideias voltem a ser a expressão da alma.
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
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