
Havia um estado de caos mais uma vez na minha mente...
Então resolvi dar uma sacudida na cabeça para ver se saia algo:
Mais uma vez meu espírito queimava e o peso da verdade sobre meus ombros se tornava insuportável!
Quem sabe não seja assim mesmo para todos, nosso lado poeta em incansável conflito com nossa visceral filosofia.
Pois naquela noite brasileira eu pensei que a angustia iria me partir em dois, e o médico e o monstro sairiam juntos para beber sem mim!
Mais uma vez o caos reinava e a vontade de cair era insuportável, sim, eu já fui tolo o suficiente para fazer isso.
Eu nunca pensei em escrever novos conceitos ou interpretações a respeito dos escritos dos homens livres que vieram antes de mim, e quando Aristóteles tateou os caminhos da teoria do pensamento, esteve por vezes cometendo o mesmo erro que muitos de nós: transformou o processo evolutivo das ideias no concreto das máximas da ciência!
Então meus caros, nessa noite eu venho humildemente justificar mais uma vez minha necessidade de escrever, pois o som das minhas palavras se tornou insustentável em um mundo de máximas estabilizadas por essa mediocridade que arrebata a todos: a segurança das ideias dadas ao rebanho.
Por Júpiter, como eu gostaria de poder mais uma vez ter o conhecimento como o fiz das primeiras vezes: com o entusiasmo de quem começa uma jornada agradável e cheia de surpresas. Hoje eu sinto uma necessidade primordial de buscar a síntese eterna de uma verdade que talvez exista apenas na morada dos deuses.
Então havia um estado de caos mais uma vez na minha mente, mas dessa vez eu não busquei o racional nem a paixão, apenas flutuei noite a dentro pelas calmarias e imensidões das palavras que realmente importavam em serem ditas...

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