
Sentado em meio a multidão eu era parte da massa. O centro de Porto alegre é frenético mesmo, e eu sempre reparo na pressa das pessoas. Era mais uma terça feira qualquer, e eu esperava pacientemente por um cachorro quente. Então olhei para o céu, e lá estava a verdade, a única verdade possível e suportável para se viver: a vontade do espírito não esta encarcerada na prisão que foi criada para mim.
A sociedade e sua hipocrisia conveniente não faziam mais parte do que eu era, pois que havia nascido uma nova realidade social: o indivíduo consciente de si.
A ética são os princípios, a moral nossas normas convenientes e contraditórias.
Mas eu percebi algo mais, eu vi todo um sistema construído em prol da economia e suas concepções de livre concorrência e devastação dos valores humanos.
Agora somos produtos.
Sentado em meio a multidão eu vi violetas a venda, pessoas pedindo dinheiro e crianças brincando como se nada estivesse acontecendo...
Por vezes sou uma criança despreocupada, e posso sair por ai, ver as flores e pensar que todas são minhas.
Se eu não ganhar dinheiro morrerei, foi assim que me ensinaram.
Então essa moral de mercado se torna questão de sobrevivência.
A ética sera criada pela revolução, nossos princípios serão nossa tendencia natural a liberdade.

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