
Andavamos eu e você lado a lado.
Caminhavamos por lugares nunca antes pisados, e eramos apenas você e eu.
Sem nossas máscaras, sem sua dose diária de egocentrismo disfarçado.
Viamos cogumelos de cinco metros de altura, e duendes trabalhando freneticamente em novos sonhos...
Não havia estrada, e mesmo assim precisavamos fazer esse caminho, no fundo é assim mesmo:
A estrada esta em nós.
Caminhavamos, e eramos dois velhos amigos olhando para um céu vermelho e amarelo, fadas fosforecentes brincavam ao nosso redor, e mais adiante eu pude ver a floresta das árvores ancestrais. Depois que um homem enfrenta sozinho os perigos dessa floresta, sim, pode ser aceito entre nós, os que ja enfrentaram tal provação.
Cantavamos antigas canções e o tempo passava mais rápido. Você me disse que nunca iria me abandonar, e eu sabia que não poderia fazer o mesmo, então eu fazia força para acordar do sonho psicodélico.
Passavamos pelo vale das almas paradas, onde todos viviam repetindo as mesmas ações por séculos...Sim, eu vi homens cultuando deuses e abraçando uma fraternidade de dor e sofrimento...
Nesse momento voce chora. Simplesmente aprendemos a criar nosso caminho quando não à nenhum mais.
Ninguém pode viver pra sempre no passeio psicodélico, mas veja bem meu amigo, quem volta de lugares tão distantes e deslumbrantes assim, volta com um pouco dessa loucura encatadora em si.
Que esse encatamento seja nosso pra sempre. Pois nele esta nossa distinção e força.
Andavamos eu e você lado a lado...

Gostaria de viver para sempre nessa psicodelia, mas me resignei e, hoje em dia, ate acho que nossa realidade cotidiana é apenas uma dimensão pequena de uma realidade muito maior.Continue decodificando as multiplas dimensões disso tudo,afinal, estamos num despertar constante.
ResponderExcluir