
Era preciso mais um poema sobre a chuva, e menos um sobre amor,
se fez necessário outro verso satânico, e por que não mais vinho?
Eu sabia as palavras certas mas não as disse!
Eu pude sentir o poder dos vocábulos, mas algo me fugia, minha mente me traia mais uma vez...
"O patético poeta protestava contra ele mesmo e sua solidão era uma lastima."
Então era preciso mais um poema sobre a chuva, quem sabe uma purificação, uma aceitação
do meu eu mais genuíno e subliminar!
Se fez necessário a descoberta de outra brincadeira, um novo alívio para a depressão que assola
a consciência à séculos.
Em vidas passadas e planetas distantes a energia do pensamento viajava.
e foi numa dessas viagens que eu, o patético poeta, descobri meus novos tesouros:
O sarcasmo como humor, o inimigo oculto, a liberdade como vício, e o vinho como remédio!
Eu e o poeta talvez jamais haveremos de nos encontrar, mas, hoje com certeza eu sei:
quem sabe ler, nunca vai estar sozinho...

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